O
troco
Até te
reencontrar, não estava mais sentindo dores o peito, e nem angustias dolorosas.
A superação para mim foi um processo longo, cheia de etapas e fases
complicadas, confesso que até então pensava e você todos os dias, mas não com
carinho ou saudade e sim com desprezo e ironia.
Aprendi a ser
forte, mas ainda não totalmente, passei por você mais fiz que nem o conhecia,
não resisti e olhei para trás e você também, nossos olhos pareciam dois recém
nascidos curiosos, minha garganta secou, fiquei sem voz, mas minha boca estava
molhada, ao me notar percebi que estava parada olhando para ele, me afastei o
mais rápido possível, não queria falar com ele, nem agora nem nunca mais. Acho
que ele havia entendido isto ou, era o que eu esperava. Fiquei me perguntando:
- Por que nós vimos logo aqui? Nem moramos nesta cidade pelo menos não ele, é o
que eu desejava. Pensando percebi que eu ainda usava o colar que ele havia me
dado, era uma estrela dourada e atrás estava gravado: Vida* Vigor*, mas eu
tinha ela a uns 5 anos e logo depois
nunca mais tinha o visto, nós falamos um vez depois disto, por mensagens. –
Será que ele viu o colar? Queria dizer que tinha colocado ele somente hoje, e
que era umas das etapas de desapego total, mas ele não iria acreditar, até porque
não era verdade. Apesar de tudo eu sabia que ele me conhecia tão bem ao ponto
de saber dos meus defeitos e fraquezas, assim os atingindo sem nenhuma
consideração. Arrependi-me de não o ter o destratado em público, ter o feito se
sentir um lixo assim como eu me senti.
Mais tarde no
parque do centro, lá estava eu com meus amigos, éramos 4, todos amigos mais sem
querer era um aspecto de casais visualmente, sempre fomos todos unidos e muito
apegados, foi quando ele passou, estava frio, eu estava com meus braços nos de
Paul, ele havia notado, ao repararem seu aspecto facial, as linhas de expressão
de que pareciam ser um sorriso eram na verdade tristes, até deprimentes, um ar
de decepção foi o que me transmitirá, fiquei olhando sem ele perceber, vi eu
logo atrás dele estava uma correndo uma garota e o abraçou forte, pareciam ser
namorados agora todos os aspectos que havia visto nele estavam em mim em meu
rosto, onde todos poderiam ver, por isso abri um belo sorriso e não o olhei
mais.
Chegando em
casa, vi flores em minha cama, rosas brancas e vermelhas formando ao meio um
coração onde tinha um bilhete: “Precisamos conversar, vá ao meu encontro. Por
Favor! Nem que seja somente desta vez”. Fui no lugar onde marcava, lá estava
ele muito elegante e charmoso como sempre foi, me pediu desculpas pelos seus
atos impulsivos disse para perdoá-lo, mas que entenderia se isto não fosse
possível, queria se redimir a qualquer custo, mas eu não acreditava nele e nem
em que ele iria fazer tudo diferente, foi quando ele pediu para voltarmos e lá
no meu subconsciente queria realmente por meus sentimentos, umas das etapas
para mim era a humilhação e depois a rejeição e frieza, foi o que fiz, voltei
para ele mas ele não precisava saber dos meus motivos, afinal que graça teria?
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