terça-feira, 17 de abril de 2012

O troco


O troco
         Até te reencontrar, não estava mais sentindo dores o peito, e nem angustias dolorosas. A superação para mim foi um processo longo, cheia de etapas e fases complicadas, confesso que até então pensava e você todos os dias, mas não com carinho ou saudade e sim com desprezo e ironia.
         Aprendi a ser forte, mas ainda não totalmente, passei por você mais fiz que nem o conhecia, não resisti e olhei para trás e você também, nossos olhos pareciam dois recém nascidos curiosos, minha garganta secou, fiquei sem voz, mas minha boca estava molhada, ao me notar percebi que estava parada olhando para ele, me afastei o mais rápido possível, não queria falar com ele, nem agora nem nunca mais. Acho que ele havia entendido isto ou, era o que eu esperava. Fiquei me perguntando: - Por que nós vimos logo aqui? Nem moramos nesta cidade pelo menos não ele, é o que eu desejava. Pensando percebi que eu ainda usava o colar que ele havia me dado, era uma estrela dourada e atrás estava gravado: Vida* Vigor*, mas eu tinha ela a uns 5 anos e  logo depois nunca mais tinha o visto, nós falamos um vez depois disto, por mensagens. – Será que ele viu o colar? Queria dizer que tinha colocado ele somente hoje, e que era umas das etapas de desapego total, mas ele não iria acreditar, até porque não era verdade. Apesar de tudo eu sabia que ele me conhecia tão bem ao ponto de saber dos meus defeitos e fraquezas, assim os atingindo sem nenhuma consideração. Arrependi-me de não o ter o destratado em público, ter o feito se sentir um lixo assim como eu me senti.
         Mais tarde no parque do centro, lá estava eu com meus amigos, éramos 4, todos amigos mais sem querer era um aspecto de casais visualmente, sempre fomos todos unidos e muito apegados, foi quando ele passou, estava frio, eu estava com meus braços nos de Paul, ele havia notado, ao repararem seu aspecto facial, as linhas de expressão de que pareciam ser um sorriso eram na verdade tristes, até deprimentes, um ar de decepção foi o que me transmitirá, fiquei olhando sem ele perceber, vi eu logo atrás dele estava uma correndo uma garota e o abraçou forte, pareciam ser namorados agora todos os aspectos que havia visto nele estavam em mim em meu rosto, onde todos poderiam ver, por isso abri um belo sorriso e não o olhei mais.
         Chegando em casa, vi flores em minha cama, rosas brancas e vermelhas formando ao meio um coração onde tinha um bilhete: “Precisamos conversar, vá ao meu encontro. Por Favor! Nem que seja somente desta vez”. Fui no lugar onde marcava, lá estava ele muito elegante e charmoso como sempre foi, me pediu desculpas pelos seus atos impulsivos disse para perdoá-lo, mas que entenderia se isto não fosse possível, queria se redimir a qualquer custo, mas eu não acreditava nele e nem em que ele iria fazer tudo diferente, foi quando ele pediu para voltarmos e lá no meu subconsciente queria realmente por meus sentimentos, umas das etapas para mim era a humilhação e depois a rejeição e frieza, foi o que fiz, voltei para ele mas ele não precisava saber dos meus motivos, afinal que graça teria?

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